Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
Canteiros
Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles
Então... coisas novas... poucas idéias... muita preguiça... mas eu sou assim, fazer o que né?! Nem tão boa, nem tão má, apenas eu. Ps: eu AINDA quero ser uma pessoa MELHOR, com ênfase no ainda. [Afinal de contas, antes tarde que mais tarde.]
03 janeiro, 2008
minh'alma
Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguem, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim
Almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte?
Será arte?
Será arte?
Traduzir-se
Composição: Ferreira Goulart
Outra parte é ninguem, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim
Almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte?
Será arte?
Será arte?
Traduzir-se
Composição: Ferreira Goulart
03 dezembro, 2007
e-mails que me fizeram feliz
Eu queria ter um monte de frases feitas e eficazes pra dizer que te amo.
Queria ter explicações convincentes pra minhas faltas e falhas.
Queria ter sorrisos de bom dia Dos mais variados pra te agradar e te deixar feliz logo de manhã cedinho.
Eu queria que ter palavras certas pra mostrar que sempre te compreendo.
Queria ter litros e mais litros de lágrimas pra poder chorar com você quando não pudesse salvar o dia.
Queria ter um colo bem gostoso, Só pra embalar seus sonhos.
Eu queria ter uma câmara secreta e mágica pra ficar filmando bem de pertinho seu sorriso de sonho bom.
Queria ter mãos calmas pra te acordar sem te assustar.
Queria gravar seus sorriso pra me fazer feliz quando estivesse triste E poder te ver sorrindo quando você estivesse chateada com algo. Só pra lembrar como é.
Eu queria ser um super-herói pra te livrar das garras do mau.
Queria ser invisivel pra ficar te olhando horas e mais horas sem que você pudesse perceber.
Queria ter uma bolsa mágica pra guardar tudo de mais belo que vi, que vejo e que verei na minha vida. Só pra poder te mostrar, compartilhar com você.
Eu queria poder fazer o sol ficar brilhando em ângulos que fizessem seus olhos ficarem cor-de-mel pra sempre.
Queria eu ser dotado de super-poderes-especiais pra poder tirar de dentro do seu coração toda dor, toda tristeza.
Queria ser certinho, fazer tudo certinho, pra nunca te ver triste. Só pra eu não sofrer e não ficar triste também.
Eu queria ser a música que você mais gosta, uma que mesmo sendo repetida infinitamente você nunca enjoasse.
Queria ser como o silêncio que te traz paz.
Queria ser como o vento que te refresca, o calor que te esquenta. Qualquer coisa que te traga alívio.
Queria ficar pra sempre abraçando seu corpo suado. Sentindo o seu coração batendo forte, bem junto do meu...
Queria só dizer que te amo. Muito.
n!nc2m
Queria ter explicações convincentes pra minhas faltas e falhas.
Queria ter sorrisos de bom dia Dos mais variados pra te agradar e te deixar feliz logo de manhã cedinho.
Eu queria que ter palavras certas pra mostrar que sempre te compreendo.
Queria ter litros e mais litros de lágrimas pra poder chorar com você quando não pudesse salvar o dia.
Queria ter um colo bem gostoso, Só pra embalar seus sonhos.
Eu queria ter uma câmara secreta e mágica pra ficar filmando bem de pertinho seu sorriso de sonho bom.
Queria ter mãos calmas pra te acordar sem te assustar.
Queria gravar seus sorriso pra me fazer feliz quando estivesse triste E poder te ver sorrindo quando você estivesse chateada com algo. Só pra lembrar como é.
Eu queria ser um super-herói pra te livrar das garras do mau.
Queria ser invisivel pra ficar te olhando horas e mais horas sem que você pudesse perceber.
Queria ter uma bolsa mágica pra guardar tudo de mais belo que vi, que vejo e que verei na minha vida. Só pra poder te mostrar, compartilhar com você.
Eu queria poder fazer o sol ficar brilhando em ângulos que fizessem seus olhos ficarem cor-de-mel pra sempre.
Queria eu ser dotado de super-poderes-especiais pra poder tirar de dentro do seu coração toda dor, toda tristeza.
Queria ser certinho, fazer tudo certinho, pra nunca te ver triste. Só pra eu não sofrer e não ficar triste também.
Eu queria ser a música que você mais gosta, uma que mesmo sendo repetida infinitamente você nunca enjoasse.
Queria ser como o silêncio que te traz paz.
Queria ser como o vento que te refresca, o calor que te esquenta. Qualquer coisa que te traga alívio.
Queria ficar pra sempre abraçando seu corpo suado. Sentindo o seu coração batendo forte, bem junto do meu...
Queria só dizer que te amo. Muito.
n!nc2m
Sobre a morte e o morrer - por Rubem Alves
O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3.
um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3.
mais um pra coleção
Mais um episódio funesto em que eu não consegui (consigo) expressar em palavras dizíveis o que estou sentindo.
Talvez nem todos os palavrões do mundo, em todas as línguas do mundo, dialetos do mundo ou mesmo pensamentos telepatas do mundo, seriam capazes de expressar a indignação que se instaura em minh'alma.
É notório que sou uma pessoa de temperamento absurdamente explosivo (entretanto, não com a pessoa certa, na hora certa - será isso uma qualidade??? Talvez seja, senão eu teria tido o desprazer de saber as consequências que podem ser acarretadas a partir de palavras mal ditas ou serão malditas???). Em geral explodo e demostro todo o ódio que impera no meu ser apenas para os meus amigos, quando estou contando o ocorrido. Coitados! Mas amigo é pra essas coisas. Tem mais é que escutar mesmo. Então eu devia ser definida como alguem explosivacontida. Existe isso?
Enfim... desconfio que estou criando um CA (entenderam né?!?! sou do tempo que não se devia pronunciar essa palavra... hahahahahahahaha... influência dos meus avós) bem no meio do meu estrombo de tanto mastigar e engolir coisas que me fazem mal profundamente. Nem pra isso minha bulimia serve, pra me fazer vomitar essa coisa ruim que se instaura em mim numa verborragia sem fim até que tudo fique calmo e complacente como deve ser.
Por hora... apenas consigo pensar em quanto eu receberia de rescisão se pedisse demissão. Ou ainda, será que vale a pena eu tocar o terror, subir e sapatear em cima da mesa e aloprar com todos os cretinos transeuntes, pra assim ser demitida e receber a multa do fgts? Se bem que aí eu seria demitida com justa causa e não teria multa nem fgts nenhum... e agora?!?!? Preciso pensar em outra forma de fazer com que dê certo.
ai ai (suspiro)
É mais um que vai pra minha coleção...
Talvez nem todos os palavrões do mundo, em todas as línguas do mundo, dialetos do mundo ou mesmo pensamentos telepatas do mundo, seriam capazes de expressar a indignação que se instaura em minh'alma.
É notório que sou uma pessoa de temperamento absurdamente explosivo (entretanto, não com a pessoa certa, na hora certa - será isso uma qualidade??? Talvez seja, senão eu teria tido o desprazer de saber as consequências que podem ser acarretadas a partir de palavras mal ditas ou serão malditas???). Em geral explodo e demostro todo o ódio que impera no meu ser apenas para os meus amigos, quando estou contando o ocorrido. Coitados! Mas amigo é pra essas coisas. Tem mais é que escutar mesmo. Então eu devia ser definida como alguem explosivacontida. Existe isso?
Enfim... desconfio que estou criando um CA (entenderam né?!?! sou do tempo que não se devia pronunciar essa palavra... hahahahahahahaha... influência dos meus avós) bem no meio do meu estrombo de tanto mastigar e engolir coisas que me fazem mal profundamente. Nem pra isso minha bulimia serve, pra me fazer vomitar essa coisa ruim que se instaura em mim numa verborragia sem fim até que tudo fique calmo e complacente como deve ser.
Por hora... apenas consigo pensar em quanto eu receberia de rescisão se pedisse demissão. Ou ainda, será que vale a pena eu tocar o terror, subir e sapatear em cima da mesa e aloprar com todos os cretinos transeuntes, pra assim ser demitida e receber a multa do fgts? Se bem que aí eu seria demitida com justa causa e não teria multa nem fgts nenhum... e agora?!?!? Preciso pensar em outra forma de fazer com que dê certo.
ai ai (suspiro)
É mais um que vai pra minha coleção...
29 novembro, 2007
tanto tempo...
Depois de muito tempo resolvi postar novamente pq achei em outro blog um post que sintetizava exatamente a mesma coisa que eu penso a respeito do assunto que ele trata. Daí que eu resolvi copiar/colar o post alheio pq com certeza eu não conseguiria expressar tão bem e com as palavras exatas o sentimento que carrego em meu singelo e meigo coraçãozinho. Sendo assim, aí vai o post alheio sobre...
Bom dia, meu nome é antipática
Odeio quando ligam lá pro trabalho e começam assim:
- Bom dia, com quem eu falo?
Ah, saco. Como assim com quem você fala? Sei que a minha obrigação é responder. Mas dependendo do estado do meu humor (que geralmente oscila entre as categorias “levemente ruim”, “ruim”, “hoje tá ruim mesmo” e “TPM”) isso me irrita, sabe? Porque não interessa com quem a pessoa está falando. Interessa o que ela quer (diz rápido, caralha, não faz suspense que se for pra mim vou querer saber logo qual é a pica voadora) porque aí vou resolver ou passar para o funcionário que deve atender. Tão mais simples. Mas “com quem eu falo” me faz dizer meu nome e geralmente a pessoa do outro lado me explica uma história muito mais comprida (agora que ela me conhece e é minha amiga, fica mais à vontade pra contar todos os detalhes que eu não quero saber) e até ela parar pra respirar e eu poder dizer que não é comigo já perdi, o quê? Uns 30 segundos da minha hora, que é tão cara. Acho bacanérrimo dizer que a hora é cara. A minha sempre é cara. Porque eu gosto muito da minha hora.
Ps: os créditos do post vão para http://vidabizarra.blogspot.com/
Bom dia, meu nome é antipática
Odeio quando ligam lá pro trabalho e começam assim:
- Bom dia, com quem eu falo?
Ah, saco. Como assim com quem você fala? Sei que a minha obrigação é responder. Mas dependendo do estado do meu humor (que geralmente oscila entre as categorias “levemente ruim”, “ruim”, “hoje tá ruim mesmo” e “TPM”) isso me irrita, sabe? Porque não interessa com quem a pessoa está falando. Interessa o que ela quer (diz rápido, caralha, não faz suspense que se for pra mim vou querer saber logo qual é a pica voadora) porque aí vou resolver ou passar para o funcionário que deve atender. Tão mais simples. Mas “com quem eu falo” me faz dizer meu nome e geralmente a pessoa do outro lado me explica uma história muito mais comprida (agora que ela me conhece e é minha amiga, fica mais à vontade pra contar todos os detalhes que eu não quero saber) e até ela parar pra respirar e eu poder dizer que não é comigo já perdi, o quê? Uns 30 segundos da minha hora, que é tão cara. Acho bacanérrimo dizer que a hora é cara. A minha sempre é cara. Porque eu gosto muito da minha hora.
Ps: os créditos do post vão para http://vidabizarra.blogspot.com/
11 outubro, 2007
Esperando Aviões
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou hangar vazio esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou hangar vazio esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações.
Vander Lee
19 julho, 2007
versão simpsonizada
11 julho, 2007
Faaaallltammm
Bem amigos da Rede Globo, agora está mais perto, haaaaaaaaaaaaaja coração.... faaaaalllltam 9 dias, eu disse 9 dias, para minhas férias...
um longo ano foi necessário para chegarmos nesse momento de glória... dormir ate as 11h por mais de 2 dias seguidos... inimaginável nos sonhos mais longínquos...
Nem vou viajar que é pra não me sentir na obrigação de ter que sair, conhecer lugares legais, ir a restaurantes diferentes, passear à toa com a família, por isso vou ficar em casa, mas é só por isso viu!
Ferias = menos dívidas
verdade ou mentira?!?!?! Acredite se quiser!!!
um longo ano foi necessário para chegarmos nesse momento de glória... dormir ate as 11h por mais de 2 dias seguidos... inimaginável nos sonhos mais longínquos...
Nem vou viajar que é pra não me sentir na obrigação de ter que sair, conhecer lugares legais, ir a restaurantes diferentes, passear à toa com a família, por isso vou ficar em casa, mas é só por isso viu!
Ferias = menos dívidas
verdade ou mentira?!?!?! Acredite se quiser!!!
04 julho, 2007
29 junho, 2007
Papai eu quero me casar...
Essa é dos bons tempos!! Será que tem o vídeo no youtube?
n!
Os Trapalhões - Papai Eu Quero Me Casar
Didi E Zacarias
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o padeiro
Com o padeiro ocê não casa bem
Porquê papai?
O padeiro mete muito a mão na massa e depois vai
amassar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o motorista
Com o motorista ocê não casa bem
Porquê papai?
O motorista aperta muito a buzina e depois vai
buzinar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o vaqueiro
Com o vaqueiro ocê não casa bem
Porquê papai?
O vaqueiro tira o leite da vaca e depois vai
desleistar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o economista
Com o economista ocê não casa bem
Por quê papai?
O economista mexe muito com poupança e depois vai
mexe na sua também
Na minha não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o Ney Matogrosso
Ney matogrosso aí se casa bem
Heim papai
Ney Matogrosso vira homem lobisomem
Que loucura
Mas quando é homem não faz mal pra ninguém
n!
Os Trapalhões - Papai Eu Quero Me Casar
Didi E Zacarias
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o padeiro
Com o padeiro ocê não casa bem
Porquê papai?
O padeiro mete muito a mão na massa e depois vai
amassar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o motorista
Com o motorista ocê não casa bem
Porquê papai?
O motorista aperta muito a buzina e depois vai
buzinar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o vaqueiro
Com o vaqueiro ocê não casa bem
Porquê papai?
O vaqueiro tira o leite da vaca e depois vai
desleistar ocê também
Ah quero não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o economista
Com o economista ocê não casa bem
Por quê papai?
O economista mexe muito com poupança e depois vai
mexe na sua também
Na minha não
Papai eu quero me casar
Pois minha filha ocê diga com quem
Eu quero me casar com o Ney Matogrosso
Ney matogrosso aí se casa bem
Heim papai
Ney Matogrosso vira homem lobisomem
Que loucura
Mas quando é homem não faz mal pra ninguém
26 junho, 2007
25 junho, 2007
... ites
Aí que chega o final de semana e a pessoa toda serelepe achando que vai poder fazer um montão de coisas legais como ir ao salão de beleza e dar uma guaribada geral, levar o filho pra passear no parque aproveitando o solzão maravilhoso, sair com o maridão e na volta fazer sequiçô loucamente... RA RA RA... lêdo engano bobinhos, pensa que alguma dessas coisas aconteceu??
Pra não ser de toda injusta fui ao salão fazer o basicão pra uma possivel saída com o maridão, but, nada corre como planejado e a pessoa adoece de um minuto para o outro e fica prostrada todo o final de semana, chegando ao cúmulo de conseguir levantar da cama as 21:15h do domingo, pra poder fazer um cuzcuz com leite e voltar pra dormir totalmente acabada (olheiras são para os fracos, ja atingi um estado infinitamente além).
Viva a gripe, a sinusite e todos os ites inerentes a esse clima maldito de Brasilia.
Pra não ser de toda injusta fui ao salão fazer o basicão pra uma possivel saída com o maridão, but, nada corre como planejado e a pessoa adoece de um minuto para o outro e fica prostrada todo o final de semana, chegando ao cúmulo de conseguir levantar da cama as 21:15h do domingo, pra poder fazer um cuzcuz com leite e voltar pra dormir totalmente acabada (olheiras são para os fracos, ja atingi um estado infinitamente além).
Viva a gripe, a sinusite e todos os ites inerentes a esse clima maldito de Brasilia.
14 junho, 2007
Minutos de sabedoria
Gotas de sabedoria
‘A gente vem ao mundo com as trepadas contadas, e as que não se usam, por qualquer motivo, próprio ou alheio, voluntário ou forçado, se perderão para sempre’
Gabriel Garcia Marques, em Amor nos tempos do cólera
Ou como diria uma amiga minha ‘foda adiada é foda perdida’
‘A gente vem ao mundo com as trepadas contadas, e as que não se usam, por qualquer motivo, próprio ou alheio, voluntário ou forçado, se perderão para sempre’
Gabriel Garcia Marques, em Amor nos tempos do cólera
Ou como diria uma amiga minha ‘foda adiada é foda perdida’
11 junho, 2007
Para alguns...
"A covardia, de todas as peculiaridades humanas, é uma das mais feias. Ser covarde é mostrar um defeito corporal e anímico. Não existe alma covarde sem corpo idem porque, segundo a genial definição de Spinoza, “a alma é metáfora do corpo, não o corpo metáfora da alma”. Matar alguém, aprendeu a humanidade desde sempre, é feio. Pior é cometer assassinato com emboscada ou faca nas costas. Numa briga entre homens, dar pontapés nas partes situadas na região baixa do organismo é muito feio. Daí a expressão “golpe baixo” para designar a vitória sem méritos. Em todos os setores da cultura, existem lances dignos ou golpes baixos: no jogo, se alguém usa cartas marcadas; na vida amorosa, quando uma pessoa finge ser amiga do casal, mas levanta suspeitas infundadas e rumores; na prática universitária, os trombadinhas do intelecto sugam trabalhos alheios com plágios; etc. Um elemento universal em todos esses casos particulares: o ato que não segue a ética e as regras estabelecidas produz asco."
Pra entrar no clima...
Clima de de Dia dos Namorados... todos com as mãos pra cima de um lado para o outro, no ritmo, laiá laiá
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim,
Que nada neste mundo
Levará você de mim...
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe,
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste,
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer,
Pois todos os caminhos
Me encaminham pra você...
Assim como o oceano
Só é belo com o luar;
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover;
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer;
Assim como viver
Sem ter amor, não é viver;
Não há você sem mim,
Eu não existo sem você!
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim,
Que nada neste mundo
Levará você de mim...
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe,
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste,
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer,
Pois todos os caminhos
Me encaminham pra você...
Assim como o oceano
Só é belo com o luar;
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover;
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer;
Assim como viver
Sem ter amor, não é viver;
Não há você sem mim,
Eu não existo sem você!
08 junho, 2007
06 junho, 2007
Esclarecimentos
Pra quem não conhece o Maskate, é um site comédia que tem em Manaus, a melhor parte disparado são os boletins de ocorrência. Vale a conferida.
huuuummmmm
E ontem eu tava lendo o site "maskate" quando me deparo com um relato ou será depoimento, testemunho, qualquer coisa assim, sobre uma dona que traiu o marido com o chefe e contou tudinho (com direito a detalhes sórdidos e tudo) na internet, e complementa com um "acho que ele desconfia".
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk faz-me rir!!!!!
O corno é sempre o último a saber, ou será que essa dona acredita mesmo que alguém acredita nessa lorota que ela contou e classificou como contos eróricos, ora faça-me o favor....
ps: agora quando alguém procurar por contos eróticos na internet vai cair no meu blog... que ta chêi chêi de contos eróticos (repetição da palavra pra dar ênfase na busca hehehehe)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk faz-me rir!!!!!
O corno é sempre o último a saber, ou será que essa dona acredita mesmo que alguém acredita nessa lorota que ela contou e classificou como contos eróricos, ora faça-me o favor....
ps: agora quando alguém procurar por contos eróticos na internet vai cair no meu blog... que ta chêi chêi de contos eróticos (repetição da palavra pra dar ênfase na busca hehehehe)
maldito...
aí eu desci pra arrancar o ultimo suspiro de minha conta corrente para poder pagar a fonte que me alimenta todos os dias com o café da manhã e um bom dia alegre, pois bem, eu toda serelepe na frente do banco peço o valor R$ xxx,xx eis que o maldito em entrega R$ xx,xx. Maldição!!!!!!!!
consequências:
- milhares de pessoas amaldiçoadas pq esse impropério aconteceu justo comigo;
- outras milhares agonizando pq eu não paro de reclamar disso;
- uma ligação ultra-mega-blaster-combo grosseira (o que não é do meu feitio - quase nunca) para o atendimento do maldito, ordenando (isso mesmo, ordenando)que devolvam meu rico dinheirinho.
- mais uns dias sem quitar minha dívida, até que o banco devolda até o úlimo cents.
ps: pintei minha unha de vermelho... uaaaaaauuuuuu!!!!! (nada a ver, mas é algo inédito, tinha que falar e não ia postar só pra isso - futilidade demais)
consequências:
- milhares de pessoas amaldiçoadas pq esse impropério aconteceu justo comigo;
- outras milhares agonizando pq eu não paro de reclamar disso;
- uma ligação ultra-mega-blaster-combo grosseira (o que não é do meu feitio - quase nunca) para o atendimento do maldito, ordenando (isso mesmo, ordenando)que devolvam meu rico dinheirinho.
- mais uns dias sem quitar minha dívida, até que o banco devolda até o úlimo cents.
ps: pintei minha unha de vermelho... uaaaaaauuuuuu!!!!! (nada a ver, mas é algo inédito, tinha que falar e não ia postar só pra isso - futilidade demais)
04 junho, 2007
Chorei de rir !
Recebi esse depoimento por e-mail e pensei, essa merece uma postada.
"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa-me ver... 13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que
chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa-me ver... 13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que
chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
31 maio, 2007
Da série Coisas
O bom filho à casa torna... ou será boa filha?!
Enfim... resolvi dar uma passada por aqui e atualizar pq afinal de contas eu mesma não suportava mais ver sempre a mesma imagem, daí que eu lembrei de uma história que aconteceu ja tem uns dois anos, mas tava lembrando disso esses dias.
Da série coisas que eu devo evitar falar...
Em 2005, eu trabalhava numa empresa de telemarketing e não podia atender telefone duranto o expediente. Ocorre que não só eu como todos os demais tínhamos nossos celulares e pra não perdermos as ligações colocávamos no modo silencioso, daí na hora do intervalo poderíamos retornar as possíveis ligações.
Bem, em um determinado dia eu recebi uma ligação e vi que se tratava de minha cunhada (uma pessoa deveras feliz... que está sempre sorrindo e bem humorada), logo eu pensei, mas ela!?! Me ligando?!?! Deve ter acontecido alguma coisa, melhor retornar a ligação.
Daí, na hora do intervalo assim o fiz.
- Oi fulana, vc me ligou???
- Minha cunhada!!!! Como vai?!?!? Quanto tempo!!! (isso com a maior voz de felicidade, tudo na mais perfeita normalidade, logo eu deveria retribuir da mesma forma)
- Pois é... e ai?!?! Quê que ta pegando, pra tu me ligar assim de tarde...
- E aí?!?! Ja soube do TíTonim?!?!?! (mantendo o mesmo nível de animação)
- Não! Quê que foi? Morreu??? (Aquelas piadinahs amarelas, quando alguem pergunta pela outra que a gente não tem notícias com frequência, mas tudo ainda mantendo o nível de animação - Niqui ela me responde com tom de admiração)
- Foi! Quem te contou???
- Mentira!!!! Fulana, eu falei de brincadeira... não era sério não. (totalmente consternada e mesmo chocada)
- Mas é verdade, morreu mesmo, foi hoje de tarde, vai ser enterrado amanhã.
- Menina... que coisa... (chocada)
- Então tá então, até mais cunhada! (retomando a animação inicial)
Bom... desse dia em diante, quando alguém me pergunta se eu soube de fulano, eu evito dar esse tipo de respostinha sarcástica, prefiro optar por coisas impossíveis (mas nem tanto) como "ganhou na mega" ou "ta grávida" (isso para as mulheres OBEVIÚ)
PS: a título de esclarecimento TíTonim era a forma "carinhosa" de chamar o namorado de minha outra cunhada, um senhor de uns 60 e qualquer coisa anos (ela tinha trinta e poucos na época do ocorrido), que tinha o apelido de Toninho, mas como ele ja era velhinho a gente chamava de Tio Toninho ou para os íntimos TíTonim.
Enfim... resolvi dar uma passada por aqui e atualizar pq afinal de contas eu mesma não suportava mais ver sempre a mesma imagem, daí que eu lembrei de uma história que aconteceu ja tem uns dois anos, mas tava lembrando disso esses dias.
Da série coisas que eu devo evitar falar...
Em 2005, eu trabalhava numa empresa de telemarketing e não podia atender telefone duranto o expediente. Ocorre que não só eu como todos os demais tínhamos nossos celulares e pra não perdermos as ligações colocávamos no modo silencioso, daí na hora do intervalo poderíamos retornar as possíveis ligações.
Bem, em um determinado dia eu recebi uma ligação e vi que se tratava de minha cunhada (uma pessoa deveras feliz... que está sempre sorrindo e bem humorada), logo eu pensei, mas ela!?! Me ligando?!?! Deve ter acontecido alguma coisa, melhor retornar a ligação.
Daí, na hora do intervalo assim o fiz.
- Oi fulana, vc me ligou???
- Minha cunhada!!!! Como vai?!?!? Quanto tempo!!! (isso com a maior voz de felicidade, tudo na mais perfeita normalidade, logo eu deveria retribuir da mesma forma)
- Pois é... e ai?!?! Quê que ta pegando, pra tu me ligar assim de tarde...
- E aí?!?! Ja soube do TíTonim?!?!?! (mantendo o mesmo nível de animação)
- Não! Quê que foi? Morreu??? (Aquelas piadinahs amarelas, quando alguem pergunta pela outra que a gente não tem notícias com frequência, mas tudo ainda mantendo o nível de animação - Niqui ela me responde com tom de admiração)
- Foi! Quem te contou???
- Mentira!!!! Fulana, eu falei de brincadeira... não era sério não. (totalmente consternada e mesmo chocada)
- Mas é verdade, morreu mesmo, foi hoje de tarde, vai ser enterrado amanhã.
- Menina... que coisa... (chocada)
- Então tá então, até mais cunhada! (retomando a animação inicial)
Bom... desse dia em diante, quando alguém me pergunta se eu soube de fulano, eu evito dar esse tipo de respostinha sarcástica, prefiro optar por coisas impossíveis (mas nem tanto) como "ganhou na mega" ou "ta grávida" (isso para as mulheres OBEVIÚ)
PS: a título de esclarecimento TíTonim era a forma "carinhosa" de chamar o namorado de minha outra cunhada, um senhor de uns 60 e qualquer coisa anos (ela tinha trinta e poucos na época do ocorrido), que tinha o apelido de Toninho, mas como ele ja era velhinho a gente chamava de Tio Toninho ou para os íntimos TíTonim.
02 maio, 2007
25 abril, 2007
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Leu no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais . . .
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Leu no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais . . .
23 abril, 2007
Da série Coisas
Coisas que só acontecem no Radio Center:
13/03/2007 21:17
Sobre o Ed. Brasília Rádio Center
O ed. BsB Rádio Center, é um dos lugares onde você escolhe:
A) fazer um saque no caixa eletrônico do Banco do Brasil (inédito, dificil encontrar um num raio de 2mil Km, não deixe de conhecer);
B) fazer um saque na lotéria da Caixa Econômica Federal (outro ambiente raro);
c) fazer uma reserva, para uma viagem de negócios, ou de férias, ou sei lá... (como assim sei la?!?!)
d) enviar um "SEDEX", na agência do correiro; (não múmia!!! no bar do cunhado's)
e) fazer um lanche, equanto compra um óculos escuro...(a praça de alimentação é de uma vastidão que só vendo pra crer)
f) ou aproveitar para adquir um moderníssimo Microcomputador... (moderníssimo, computador, adquirir)
g) ou escolhe comprar uma roupa nova, enquanto aguarda o horário da consulta com o psicólogo, que tentará te acalmar para que você possa fazer sua consulta no dentista, agendada há meses... (uau... há meses... muitas lojas de infinitas marcas, preços e estilos, quase uma Oscar Freire)
h) e se de repente resolver compra um título de clube, trocar de apartamento, tirar o Pedigree de seu cão ou gato.... (Eldorado?!?!?)
Dê uma passadinha no Rádio Center, porque aquí você encontra até contador e advogado! (profissional muito dificil de se achar no mercado, não perca a oportunidade)
não acredita cliqui aqui
i) ou aproveitar para ver quantos foram assassinados no ultimo mês...
j) ou quem sabe ainda passear de elevador com o velho do croc-croc e sua belíssima senhora, também conhecida como velha bizarra...
k) ou também frequentar o renomado ristaurant do Chef Manoel's...
l) pode ainda se aventurar em ser quase esmagado pelo motor do elevador que cai subitamente no meio do corredor...
m) ou ainda ter o prazer de matar sua sede com uma boa e velha coca-cola em que a garrafa é entregue com cheiro de fígado cru...
e por aí vai...
essas e outras só BRC traz pra vc, pra todas as outras vá ao Brasília Shopping, Parkshopping, etc
13/03/2007 21:17
Sobre o Ed. Brasília Rádio Center
O ed. BsB Rádio Center, é um dos lugares onde você escolhe:
A) fazer um saque no caixa eletrônico do Banco do Brasil (inédito, dificil encontrar um num raio de 2mil Km, não deixe de conhecer);
B) fazer um saque na lotéria da Caixa Econômica Federal (outro ambiente raro);
c) fazer uma reserva, para uma viagem de negócios, ou de férias, ou sei lá... (como assim sei la?!?!)
d) enviar um "SEDEX", na agência do correiro; (não múmia!!! no bar do cunhado's)
e) fazer um lanche, equanto compra um óculos escuro...(a praça de alimentação é de uma vastidão que só vendo pra crer)
f) ou aproveitar para adquir um moderníssimo Microcomputador... (moderníssimo, computador, adquirir)
g) ou escolhe comprar uma roupa nova, enquanto aguarda o horário da consulta com o psicólogo, que tentará te acalmar para que você possa fazer sua consulta no dentista, agendada há meses... (uau... há meses... muitas lojas de infinitas marcas, preços e estilos, quase uma Oscar Freire)
h) e se de repente resolver compra um título de clube, trocar de apartamento, tirar o Pedigree de seu cão ou gato.... (Eldorado?!?!?)
Dê uma passadinha no Rádio Center, porque aquí você encontra até contador e advogado! (profissional muito dificil de se achar no mercado, não perca a oportunidade)
não acredita cliqui aqui
i) ou aproveitar para ver quantos foram assassinados no ultimo mês...
j) ou quem sabe ainda passear de elevador com o velho do croc-croc e sua belíssima senhora, também conhecida como velha bizarra...
k) ou também frequentar o renomado ristaurant do Chef Manoel's...
l) pode ainda se aventurar em ser quase esmagado pelo motor do elevador que cai subitamente no meio do corredor...
m) ou ainda ter o prazer de matar sua sede com uma boa e velha coca-cola em que a garrafa é entregue com cheiro de fígado cru...
e por aí vai...
essas e outras só BRC traz pra vc, pra todas as outras vá ao Brasília Shopping, Parkshopping, etc
18 abril, 2007
Da série Coisas
04 abril, 2007
Siri respondendo à pergunta cretina do Bial quanto ao beijo do Alemão.
Ai Limão... agora eu quero o milhão, ops... Ai milhão agora eu quero o Limão, quer dizer, é, veja bem... Ai Bial agora eu quero o Limão.
Eu adoro a Bôbo, e adorei a forma como eles editaram o programa para que assim eu gostasse do lemão e não do chato elevado a enésima potência do cowboy. A bôbo é tão legal pra nóise!!!
Eu adoro a Bôbo, e adorei a forma como eles editaram o programa para que assim eu gostasse do lemão e não do chato elevado a enésima potência do cowboy. A bôbo é tão legal pra nóise!!!
Assinar:
Postagens (Atom)


